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The Introduction

Replied Sep. 1, 2007

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Existir em Zero e Um: Interfaces Quánticas em Ficção e Realidade

INTRODUÇÃO

 

No presente texto, é proposto trabalhar o conceito de interface, discorrer acerca do filme eXistenZ, de David Cronenberg, e inserir algumas reflexões a respeito de projeto para comunidades virtuais. A intenção é provocar no leitor uma confusão em relação ao conceito de interface, ao filme e ao projeto e implementação de comunidades virtuais, tal qual no filme eXistenZ. Ainda que no teor do texto exista um trabalho de busca e pesquisa, é dada a preferência para que na medida em que se esteja lendo o texto, os assuntos se misturem como na ficção cronenberguiana.

Este texto é escrito em três partes e ilustrado em cinco partes. A primeira parte da escrita versa a respeito do conceito de interface, haja vista a necessidade de atentar para essa particularidade no filme, uma pesquisa bibliográfica e mediográfica. Após a formulação do conceito, a atenção em inúmeras vezes de espectador possibilita retratar com letras a segunda parte do texto e iniciar os traços borrados propositalmente para as ilustrações. A sensação de falta da inserção dos estudos de comunidades compõe a terceira parte da escrita.

Na junção das partes, o texto é iniciado com a explanação a respeito do diretor do filme, que não será detalhada, visto que os traços característicos de David Cronenberg aparecem nas observações do filme. A apresentação do cineasta é feita com poucos detalhes expressos, haja vista o foco na obra cinematográfica. A interface em conceito e no filme e as reflexões em interfaces e comunidades virtuais são inseridas neste texto de modo que cause sensações de confusão na separação dos assuntos.

As ilustrações são remissivas ao filme e são inseridas neste texto na medida em que inicia a ação na junção da escrita. Os desenhos têm a autoria de Augusto Chrispim Mengalli Gilberti de Alencar, a partir de palavras geradoras, escritas no momento das várias vezes em que o filme foi rodado no aparelho de DVD.

Conforme escrito anteriormente, o texto inicia com um pouco acerca do autor e cineasta do filme eXistenZ, pois o foco é a obra e a interface. As características do filme emergem nas palavras do texto para situar o leitor em relação aos detalhes colhidos na observação de eXistenZ.

 

eXistenZ: As observações, a interface e o diálogo acerca de comunidades virtuais

 

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Em relação ao diretor, David Cronenberg é um canadense que é mestre em criar atmosferas nocivas para as personagens. Trabalha com a identidade humana e tortura os protagonistas sem instrumentos, apenas com as eternas buscas em interconexões em que as pessoas perpassam, mas não habitam. A obsessão é vista eXistenZ.

Além da obsessão, emergem territórios fantásticos e virulizações. O sexo não é esquecido. No novo espaço do jogo, o diretor mostra o desejo feminino que sobrepõe na cena e as várias lambidelas para a passagem do prazer por meio do cordão. É o despertar das sensações antes da inserção biológica na porta.

Ser virgem para não contaminar é um fator que diminui o risco para a jogadora e desenhista de games profissional, mas aumenta a possibilidade de infecção para o jovem de marketing. Dispositivos completam a ligação entre uma porta de saída do equipamento e a entrada para outro computador ou periférico. A diferença é que o diretor expõe o humano a ligações fantáticas e biológicas.O universo em eXistenZ é criado no cérebro. As personagens alimentam o mundo nas representações humanas e é transformado no processo de significação, ressignificação e negociação com o mundo que ele partilha. É no desencadear dos pensamentos humanos que os seres desvelam a própria realidade e reconhecem o mundo.

A interface faz a mediação com a realidade, posto que as visões são produzidas pelo cérebro e é o olho que está entre o que é visto e o que é imaginado (Weibel, 2004). O contato de mediação está no cérebro, o olho é a lente que reformula a imagem. O apassionamento nos ‘thrillers’ atrai os espectadores nas ações das personagens. Não existe uma explicação lógica para as conclusões que a platéia infere, haja vista que o invólucro da cena mostra o verdadeiro cineasta que insurge e mostra a violência que lhe é peculiar. A mensagem é de que a violência é inerente ao ser humano.

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As sintaxes de cada linguagem focam os efeitos das tecnologias para os humanos e o mundo é um mecanismo de realimentação para o ser. Nessa lógica, o corpo é a interface para as passagens e para a mediação com o mundo. O corpo é uma face que se conecta ao sistema artificial e entre eles existe um intervalo com fluxos de informações que é usado para as realimentações dos diálogos entre humanos e máquinas para as re-organizações.

Entre homens e máquinas e homens e massas biológicas, o diretor traz o horror como ápice para mudanças nas cenas do filme. Parasitas infestam a imaginação dos protagonistas com o prazer da infecção. A carnificina mostra a carne apodrecendo e os humanos passando para outros espaços com corpos sem deformações.

Na programação, existe interface e permite a composição de componentes do software. É possível por meio de interfaces de programação de aplicativos usar recursos do sistema computacional sem o conhecimento dos detalhes pelos programadores. No trabalho com zeros e uns, os homens tornam a linguagem mais compreensível para as pessoas.

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A interface é dependente de simbologias da perspectiva artística para a funcionalidade a partir de prismas da engenharia.  Visual, sem formatos com membranas, a interface exige múltiplas peles para ser vista, ainda que seja uma relação semântica que se caracteriza pela expressão e pela comunicação.

Na formação de comunidades, em relação à usabilidade, o ambiente de aprendizagem precisa atender a alguns requisitos mínimos. O usuário tem um ponto de chegada. A ambientação à plataforma não deve ser apenas informada ao usuário que ele terá uma semana para conhecer as funcionalidades do ambiente. Desse modo, os humanos do núcleo central não têm assegurado o entendimento das interfaces da comunidade pelo membro novato do núcleo periférico.

Alguns usuários, quando se inscrevem, não têm o conhecimento necessário acerca de cada recurso, ferramenta ou interface, bem como não sabem a real função de cada interface para a interação, registro, armazenamento ou disseminação. O desenho da comunidade nem sempre é amigável para o membro e a informação não é clara para todos. Muitas vezes, o colaborador iniciante apenas cumpre tarefas, não habita os espaços da comunidade.

O orçamento precisa ver visto e revisto com a finalidade de não baratear ações que convergem para a aprendizagem. Os especialistas do núcleo centram, com formação adequada, não podem ficar criando e recriando sem planejamento. O plano é traçado no conjunto instituição, equipe de desenho educacional e grupo responsável pela implementação. Na vida real não cabe experiências com os seres aprendentes.

O diretor de eXistenZ, pós mais de trinta filmes, simula a droga e a visão distorcida para confundir o espectador. Percorre um caminho de Videodrome, The Fly e Bater até apresentar ao público eXistenZ. O baixo orçamento dos filmes horroriza, choca e surpreende as audiências que fixa os olhos, mas projeta as imagens no cérebro, em meio aos esquemas mentais. Audácia em filmar os mesmos temas e envolver as pessoas no transpassar da sociedade do inconsciente coletivo é o jogo que começa na tela e termina mente.

Nos espaços reais e virtuais, na contemporaneidade, as personagens têm na vida muitas interfaces. Desse modo, é possível pensar na interface como a mediação do homem com o mundo. Nesse processo, existe a deformação pela referência que os protagonistas internalizaram em relação ao espaço e ao tempo. É esquecido pela maioria dos humanos que os computadores e dispositivos transformam o cálculo em imagens, textos e sons e o cérebro é que faz as mediações entre o que é visto e o que é imaginado.

É vivida uma relação de representações. Blatt (1984) revela que o espaço projetivo transforma a dimensão do espaço e o prisma visto pelos observadores está relacionado com a percepção subjetiva e com os fatores da representação do mundo externo. Tal prisma do observador oscila entre o ‘exo’ e o ‘endo’ nos pontos de vista, ou seja, está no exoponto de vista em uma endoexperiência (Tschacher, 2001).

As informações nem sempre são óbvias, claras e coerentes para os membros. Os esquemas mentais são diferentes para cada pessoa. Não faz sentido, em uma comunidade, o participante experimentar por si os recursos, tendo em vista que as comunidades visam às mudanças de núcleos. É requerida a passagem do núcleo periférico para o núcleo central na medida em que as participações aumentam. Não existe o aprender mais ou menos. As dúvidas têm de ser atendidas.

Então, pairam dúvidas. Quais os critérios que devem ser observados no projeto, na implementação e na avaliação de uma comunidade? O material como deve ser confeccionado? E o visual? É o cérebro que media o que é visto. O conteúdo, o registro, o armazemanento e a disseminação são necessários para o desenho.

Os usuários utilizam os meios eletrônicos e de sistemas computacionais e, não necessariamente, são especialistas em informática. Têm diferentes ‘expertises’, formações, idades e entendimento acerca de interfaces. Desse modo a interface deve ser de fácil utilização.

A usabilidade no desenho educacional e na interface com a teia é pouco explorada em comunidades virtuais. É estudada a usabilidade e motivo de pesquisas, todavia é voltada mais para análise de sítios, portais corporativos e intranets. Os estudos de governo eletrônico têm se mostrado mais eficazes na temática usabilidade e interfaces.

A escassez de estudos e metodologias que remetem a avaliação da usabilidade de interface em teias mundiais abre mercado para o desenvolvimento de softwares. Contudo não é possível esquecer-se de que o humano é essencial para direcionar ações voltadas ao público-alvo e para o atendimento das metas. Por mais que sejam dados os comandos, a substituição do ser não é descartável, porém é remota para o início do século XXI.

Em eXistenZ, a perversidade reprimida na vida real aparece nas grotescas deformidades e nos alucinógenos para mostrar a coragem em encarar os piores demônios. Corpos mutantes que são devorados e desejados para matar com tecnologias ósseas. Em eXistenZ, a exploração remete a fisiologia humana e a psicologia que nasce no interesse na ciência, em especial em botânica, e em estudo de mariposas. É ontológico para o diretor e novo para o público que aprecia uma modalidade que vem à tona com a Toronto Film Cop.

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O ontológico e o epistemológico explicam o mundo por meio da interrelação entre a obra e o interator. Para Weibel (2004), ambos são partes integrantes do conjunto de interrelações que compõem o sistema. É a adição, em visão sistêmica, de camadas sem membranas que possibilita a comunicação, a conexão e o compartilhamento.

Assim como, o trabalho de pessoas em sintonia com o cosmos e, em várias profissões, como um biólogo ou um cientista da computação que se juntam para criar uma proposta comum e repensar o conceito de criação de mundo em criação artificial ou manifestações em trabalhos de tele presença em que as artes se misturam e se hibridizam de modo contínuo.

Seres humanos e meios de comunicação de hardware se fundem no inesperado e com a obsessão do querer mais e menos pessoas por perto. A angústia em não saber em qual lugar é a realidade e em quem confiar se concentram em mudanças de cenas. O capricho da desenhista e criadora de jogos, protagonista no filme, traz para a cena a biotecnologia das fábricas e das corporações para o modo artesanal.

A interface pode ser entendida como uma fronteira que define a forma de comunicação. Existe um interlocutor implícito em cada interação. É a tradução de linguagens diferentes – de computadores, de dispositivos móveis e fixos e o do humano. Os projetos para hardware e software, em desenvolvimentos, linguagens e programações, desvelam o percurso da mediação que é feita para que seres e máquinas consigam estabelecer como a interface do usuário ou do utilizador é possível.

No estabelecimento de interação, emergem características que ocorrem no intercâmbio dos homens com as máquinas, instrumentos, programações e dispositivos. Os componentes de hardware, quando conectados, mostram como funciona a interface física ou conexão.

O avanço é preconizado pela sistematização na medida em que a equipe de desenvolvimento das comunidades consiga propor e registrar todos os passos para uma interface do desenho educacional com visão para a usabilidade. A importância da documentação do projeto e o detalhamento são responsáveis para a criação de interfaces do desenho gráfico, entretanto a lacuna fica aberta para a proposta pedagógica.

A abordagem da usabilidade no desenho educacional centra nas características da superfície dos materiais e possibilitam o desenvolvimento de interfaces que sejam mais atraentes e que sejam sob medida para os usuários, a fim de que sejam mais bem entendidas e proporcionem mais participação com interação.

O olhar pedagógico ainda parece distante quando o tema é usabilidade e desenho de interfaces. Existe um campo extenso para ser explorado por profissionais da educação, pois é a base para a condução e preparação pedagógica para o processo de aprendizagem. A confecção do projeto de comunidades requer vários profissionais e olhares distintos, para que não deixem lacunas no material pedagógico e na interface gráfica.

Parece complicado perceber que o contexto depende do movimento e da posição relativa do observador. Contudo é o tempo, o espaço e o observador que transformam a realidade vivida na ficção. É relativo aos espaços visuais e geométricos. Em filmes, séries e novelas, são as pessoas do mundo real que completam conceitualmente as lacunas deixadas pelo espaço e pelo tempo. Na realidade, existe a cronologia dos fatos que difere de roteiros escritos. Entretanto na ficção, os mundos são interiorizados. Desse modo, são partilhados de maneiras e formatos diferentes para cada um.

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No filme, o sistema baseado em tecnologia avançada transcende a biologia. É um jogo que não é feito somente para jogar, pois prevê a conexão que depende da energia humana. O desempenho é dependente das pessoas ligadas a um cordão de alimentação e retroalimentação.

A comunidade do jogo é devota da emoção e se recolhe para experimentar a derradeira aventura que não separa a selvageria dos desejos humanos das imprevisíveis fantasias da realidade. Cabe, nesse momento da escrita, inserir que o mundo real é o lugar em que o ser humano compreende que está o corpo, o espaço visto e os pensamentos.

Ainda que compartilhe com o outro o espaço e o tempo definido, segundo Rössler (1996), o ser está em transição. Merleau-Ponty (1990), em uma visão fenomenológica, afirma acerca do humano. O ser está em síntese de transição! É o pensar na subjetividade e na objetividade que os mundos são construídos pela ótica do humano.

A verossimilhança de eXistenZ está no jogo que é conduzido pelos cérebros humanos das personagens e dos espectadores, porque a vida atribuída aos órgãos vivos, ao sistema nervoso, aos ‘biports’ que figuram nos intrigantes jogadores são reais nas memórias humanas e nas preocupações e inquietações dos seres que assistem e protagonizam. Quem está jogando é a questão, espectadores ou atores?

A interface é sempre única, pois, no mundo que é constituído, o ser cria e não pode sair dele. É a realidade máxima que é estabelecida por sensações táteis, sonoras e visuais. Sensações distorcidas ou não são produzidas pelos esquemas mentais de cada sujeito transformador. É a relação que cada um estabelece com os entornos em ação, experiência e perspectiva.

Não é possível atribuir somente para as tecnologias a sustentação para a aprendizagem em meios a sistemas de comunicações eletrônicas. A constante busca pela exploração coerente da Internet, por simulações lógicas, por várias mídias que façam a convergência para a aprendizagem e por ferramentas do tipo cognitivas revelam a consciência de que o pesquisar interfaces proporciona ambientes que facilitem a colaboração e  ativem o conhecimento prévio e as sinapses.

Reside ainda a preocupação com o letramento digital, pois não basta ter a inscrição na comunidade, é necessário acessar, interpretar, criticar e participar em novos formatos de contextos e interfaces culturais e sociais. Estar letrado digitalmente pressupõe dominar técnicas para acessar a comunidade, interagir com os participantes nos diferentes núcleos, processar informações, desenvolver atributos que permitam transitar e habitar o espaço construído e o ler nas mais variadas mídias. Ler o mundo (Freire, 2003) em interfaces pedagógicas.

A construção de sentidos é posterior às leituras de textos, contextos e mundos. O cérebro se ajusta em meio a links, hiperlinks e hipertextos que remetem a objetos sonoros, imagéticos e pictóricos em textos multimodais e em frações de segundos que dimensionam o tempo para a localização, filtros e avaliação das informações contidas no ambiente. Além desse ajuste, o humano precisa de crítica nas interfaces eletronicamente dispostas. Ter familiaridade com as normas de comunicação e interação por meio de sistemas computacionais está implícito no letramento digital.

Com recursos tecnológicos e midiáticos, é possível afirmar que a imagem digital se diferencia da imagem eletrônica analógica. É a influência do receptor sobre a mídia. É a cultura do olhar, que tem como principal elemento o mecanismo de observação em que o observador pode-se converter no sistema e o observante interno ao sistema pode ser observador externo. É a visão em transformação e, em conseqüência, é a quebra da história da visão, segundo Weibel (2004).

A existência concomitante da realidade e da fantasia constrói o trajeto da vida de quem assiste e quem protagoniza. A inovação das telas membramáticas desperta a esperada anti-eXistenZolution e a esperança das novidades biológicas que são anunciadas em um admirável mundo novo.

Na concepção capitalista de entendimento da interface, aumentam os investimentos em métodos e técnicas para a produção de dispositivos móveis e fixos com valor comunicacional para o mercado consumidor. Além de programas televisivos e jogatinas que compõem o universo humano para o acréscimo de seres consumistas que passam ou não por experimentações estéticas em múltiplos formatos.

Na inserção da Internet para esses fenômenos, as buscas e as investigações nas relações entre o usuário e a mídia aumentam, haja vista a ponderação entre a teoria da interface, a evolução tecnológica dos dispositivos móveis e fixos e o trabalho em rede para simular as atividades do cérebro.

A interface é considerada, na sociedade atual, um dos elementos da informática. Para Manovitch (2001), conteúdo e interface se mesclam e não podem ser pensados separadamente. Santaella (2003) explica como a interface ocorre. Duas fontes de informações se encontram de modo face a face, é a interatividade da máquina em relação ao humano, visto que é a interação com o programa que se cria a interface.

A estranha arma biológica confeccionada a partir do sentimento estranho do se interessar pelo exótico na imagem e no gosto faz a fusão da imaginação com os ossos e é capaz de disparar a munição de dentes humanos que longe da boca são fatais.

Matar demônios e pessoas são prazeres inigualáveis como Morte aos eXistenZmanos, em interfaces mediadas pelos desejo e pelo cérebro. Vilões e mocinhos se confundem pelas informações que os cérebros tentam sinapses e encontram gaps. Não se vê dinheiro, ainda que seja o inimigo oculto em milhões de notas potenciais que envolvem empresas e pessoas que são peritas e confiáveis em um primeiro olhar.

É espaço real e o espaço virtual compreendidos como espaços relacionais, posto que é a mente que percebe os mundos por meio de estruturas que imaginam o objeto em observação. A atuação humana é física e virtual em um mesmo mundo. Desse modo, é requerido que o ser faça uso das extensões e das simulações sensoriais para que consiga habitar o mundo contemporâneo.

O corte não está na cirurgia do jogo, está na sabotagem e no refúgio para usar o plug in e deixar o jogo começar. eXistenZ é a ousadia do sistema orgânico que é carregado por seres humanos no acesso ao sistemas nervosos centrais e transportado para espaços sem tempos em que prevalecem o selvagem fora e na realidade. A experiência íntima expressa a adaptação e o jogar para descobrir o porquê de se estar no jogo.

Existem propostas simbióticas para a interfaces. Tem como base as atitudes, comportamentos, queres humanos e artificialidade do computador em interfaces que trazem a experimentação multisensorial de conceitos de espaço.

O projeto da comunidade não é escorado se não prever a qualidade gráfica e ergonômica que sustenta o pedagógico na interação do homem com a máquina. Para aparar as arestas, não se pode abrir mão do projeto piloto para pesquisar e identificar as fraquezas da infra-estrutura e do modelo desenhado. O desenhista da interface é o alvo quando o assunto é conteúdo e aprendizagem. No entanto não está só nesse olhar, porque a avaliação, o acompanhamento contínuo, o estímulo à aprendizagem e os especialistas humanos auxiliam os participantes na habitação do contexto.

REFERENCIAIS

Blatt, S. J. Continuity and Change in Art: the Development of Modes of Representation. New Jersey, London: Hillsdale, 1984.

FREIRE, P. Pedagogia da Esperança: Um encontro com a Pedagogia do oprimido. 11. ed., Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003.

MANOVITCH, L. The Language of New Media, Cambridge, Massachusetts: Massachusetts Institute Technology Press, 2001.

Merleau-Ponty, M.. O primado da percepção e suas conseqüências filosóficas. Campinas: Papirus, 1990.

RÖSSLER, O. E. Das Flammenschwert – Wie Hermetisch ist die Schnittstelle des Mikrokonstruktivismus? Bern: Benteli Verlag, 1996.

SANTAELLA, L. Culturas e Artes do Pós-Humano: da Cultura das Mídias à Cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003.

Tschacher, W. The Interface Problem in Cognitive Psychology. In: Diebner, H. H.; Druckrey, T; Weibel, P. (Eds.). Sciences of the Interface. Tübingen: Genista, 2001. p: 192 – 201.

WEIBEL, P. La Imagen Inteligente: ¿Neurocinema o cinema cuántico? Parte 5 do Seminário Arte Algorítmico. De Cezane a la Computadora, ministrado por Peter Weibel e organizado por UNESCO e MECAD/ESDi. Disponível em http://www.pucsp.br/~gb/texts/La%20imagen%20inteligente.pdf. Acesso em: 01 de novembro de 2007.

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Existir em Zero e Um: Interfaces Quánticas em Ficção e Realidade, escrito por Neli Maria Mengalli, em novembro de 2007.

Memória de Curso: A Possibilidade da Gestão Baseada no Conhecimento na Comunidade de Prática (CoP)

Neli Maria Mengalli
mengalli@uol.com.br

CAPES

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Gilda Inez Pereira Piorino
gilda_piorino@yaho.com.br
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

O trabalho apresentado no VI Encontro de Pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo se propõe a realizar um estudo que desvela os aprendizados, as dificuldades e as superações dos gestores que participaram do curso Formação de Gestores Escolares para o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação do Projeto Gestão Escolas e Tecnologias no Estado de Goiás.
Os objetivos apresentados no texto são analisar os memoriais reflexivos dos cursistas (315) que participaram do projeto como alunos, separar em três elementos para análise e mostrar a viabilidade para a indicação de formação de comunidades, principalmente, as comunidades de prática (CoP) no pós-curso.O referencial teórico para a escrita pauta-se nos conceitos de gestão baseada no conhecimento na educação e no currículo.
Após a interpretação dos dados coletados, é sugerida a implementação de comunidades de prática (CoP) no pós-curso dada a necessidade de continuidade registrada por alguns participantes, pela oportunidade de discutir a participação, o profissional e a instituição e pela contribuição para a instituição para que não viva do eterno recomeçar com cursos.
O aprendizado para fazer algo em conjunto é o diferencial da comunidade de prática (CoP), o conhecimento é um aspecto integrado e inseparado da prática social (Lave, Wenger, 2006), na qual os indivíduos se formam e tornam parte dela (Freire, 2001).


Dados Quantitativos:

VI Encontro de Pesquisadores - Gráfico Aprendizados

 

VI Encontro de Pesquisadores - Gráfico Dificuldades

 

VI Encontro de Pesquisadores - Gráfico Superações

Referências:


FREIRE, P. Política e Educação. 5. ed. São Paulo: Editora Cortez, 2001. Coleção Questões da Nossa Época. 23v.
LAVE J.; WENGER; E. Situated Learning Legitimate Peripheral Participation, 15. ed. New York: Cambridge University Press, 2006. 138p. Learning in Doing: Social, Cognitive & Computational Perspectives Collection.
LAVILLE, C.; DIONNE J. A Construção do Saber. Porto Alegre: Editora Artmed, 1999. 344p.
MENGALLI, N. M. Interação, Redes e Comunidades de Prática (CoP): Subsídios para a Gestão do Conhecimento na Educação. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP, 2006. Orientadora: Profª Drª Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida. São Paulo – São Paulo - SP. PUC-SP/CED. Dissertação de Mestrado em Educação: Currículo. 212f.
PIORINO, G. I. P. Dimensões da Tecnologia e Efeitos na Rede de Ensino: Um Estudo Pautado na Implementação do Projeto Trilha de Letras nas Escolas da Rede Estadual de São Paulo. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP, 2006. Orientador: Prof. Dr. Fernando José de Almeida. São Paulo – São Paulo - SP. PUC-SP/CED. Dissertação de Mestrado em Educação: Currículo. 222f.

Atuações e Comunidade de Prática (CoP)

Os papéis exercidos pelos participantes  variam de comunidade para comunidade dependendo do grau de interesse e  conhecimento a respeito do domínio. Wenger define os níveis de participação em  fases de pertencimento e enfatiza que há fronteiras flexíveis entre essas  etapas (Wenger, 1998): 

  •    
  • Grupo nuclear: engajamento muito grande para  “motivar” os participantes;   
  • Adesão completa: reconhecimento das pessoas  enquanto praticantes;   
  • Participação periférica: estão neste grupo os  novatos e pessoas que iniciam no aprendizado;   
  • Participação transacional: participantes que,  poucas vezes, interagem, no entanto tem interesses no domínio e nas pessoas;   
  • Acesso passivo: beneficiários da produção da  comunidade, tais como: publicações, “websites” ou arquivos. 

Elementos Definidos para a Caracterização de Comunidades de Prática (CoP)

Três  são os elementos que caracterizam uma Comunidade de Prática (CoP):

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O ponto de intersecção entre os elementos é a Comunidade de  Prática (CoP), que para obter sucesso necessita que os participantes e a  organização a reconheçam como fonte de construção e gestão de conhecimento. No  entanto faz-se mister a interação com outras pessoas para trocar experiências  no intento de buscar resultados para o domínio que os “conectou”.

A necessidade é que une os membros, junta pessoas  que, quiçá, jamais se “encontrariam”; provoca desafios, acopla interesses, resolve  problemas específicos; estende-se além dos limites da organização; tem uma ecologia  da informação; utiliza tecnologias; versa em desenvolvimento pessoal e de  aprendizado conjunto; tem um ciclo vital; número variável de membros  participativos; a relação deve ter como base a confiança, a contribuição e o  voluntarismo. Segundo Wenger, existem três peculiaridades para que o indivíduo  integre uma Comunidade de Prática (CoP): empreendimento comum ,  envolvimento mútuo e repertório compartilhado (Wenger, 1998).

Todas essas características aliadas à prática na  construção de significados e re-significados que são negociados e re-negociados  a todo o momento no ciclo da comunidade, bem como as práticas tratadas na  esfera da Comunidade de Prática (CoP). Os elementos que têm de ser vistos e re-vistos  são a prática e a dualidade da participação e da reificação .

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O “confronto” entre a participação e a reificação pode  alterar paradigmas por meio de processos de negociação e re-negociação, dessa  forma significar e re-significar ganha “status” para caracterizar a prática.  Além do envolvimento, a responsabilidade em relação às práticas pode definir a  identidade da comunidade, a cada partícipe é verificado o saber de gerir  conflitos, a fim de reconhecer os diversos níveis de participação e de  pertencimento. Tudo isso produz um movimento de aproximação ou distanciamento  do núcleo: Comunidade de Prática (CoP), realimentando a prática através da  interação e do aprendizado.

Embora a coerção seja negada, é possível verificá-la  nas ideologias, na hegemonia, no conhecimento de mundo, na leitura da palavra e  do mundo, bem como nas experiências, nas vivências e nos conhecimentos prévios.  Tajra inclui elementos importantes em uma comunidade, tais como: estimular a  troca, respeitando os valores pré-estabelecidos; ação conjunta incitando ações  espontâneas; ganhos recíprocos; desequilíbrios com força de oportunidades de  construção e gestão do conhecimento (Tajra, 2002).

Entendimento em relação aos propósitos da comunidade.

A interação com a finalidade de estreitar laços que os unem.

Compreender a dinâmica da comunidade e identificar-se com ela.

Reificação, segundo Wenger (1998), é utilizada como “transformar em algo”. Pode  ser encontrada em dicionários como a transformação de uma abstração em algo  real, um material sólido, visível ou palpável.

Texto escrito em setembro de 2004.

Princípios Essenciais das Comunidades de Prática (CoP)

Comunidades  de Prática (CoP), em muitos casos, relacionam-se com a Gestão do Conhecimento,  pois são compostas por pessoas que têm interesses comuns partilhados no  aprendizado e na aplicação de uma prática semelhante, ou seja, uma comunidade  que tem como principal matéria-prima a informação, os dados e o conhecimento –  tácito e explícito – que necessita ser gerido para que haja um aprendizado  próprio e do agrupamento.

O  propósito pode ser uma execução de um trabalho, o que mantém os membros unidos  em um sentido uno de uma necessidade real de “desfrutar” das informações dos  outros e contribuir com dados para que seja “gestado” o conhecimento.

É um termo –  Comunidade de Prática (CoP) – que se refere à maneira como as pessoas trabalham  em conjunto, como se associam as outras de modo natural, como utilizam a  criatividade para resolver problemas emergidos dos propósitos da criação e das  habilidades de recriar modos melhores e mais ágeis de decidir a respeito dos  compromissos de trocas.

Uma distinção é feita  por Wenger , as Comunidades de Prática  (CoP) não são equipes ou redes informais, são agrupamentos de pessoas que  aprendem juntas como trabalhar as informações pelas quais há um interesse próprio  (Wenger, 1998).

Em uma sociedade  pós-capitalista, o conhecimento é um capital essencial e pessoas se unem com  interesses similares para compartilhar informações e vivências, a fim de gerir  conhecimento para trabalhar objetivos estabelecidos. As Comunidades de Prática  (CoP) são formas de agrupamentos de pessoas que buscam soluções para atingirem  metas, através da colaboração, membros se reúnem para discutir questões sobre  assuntos relevantes ou resolver dificuldades de componentes da comunidade ou  ainda trocar experiências a respeito de um tema em questão (Wenger &  Snyder, 2000).

O local dos encontros  pode ser síncrono, assíncrono, multissíncrono ou presencial, todavia é  importante que propicie uma rápida solução dos problemas complexos ou que  facilite a interação em busca de melhores práticas, sem a exigência e imposição  de rígidos horários para encontros ou metodologias de trabalho.

  “A  community of practice is not just an aggregate of people defined by some  characteristic. The term is not a synonym for group, team, or network” (p. 74).

 
   

Texto escrito em setembro de 2004. 

As Incertezas e o Protagonista da Educação

A incumbência do profissional de educação em um cenário  pluralista, multicultural, intercultural e globalizado reforça a fragilidade  docente em relação ao panorama vivido pela escola. A mudança proposta também tão  falada Sociedade da Informação e do Conhecimento, muitas vezes, “solicita”  novas posturas do professor.

Em alguns momentos, a identidade do educador é tida como  aquela que “desempenha” um papel importante no desenvolvimento social, em  outros, está implícito, freqüentemente, um “posto” que  prevê subsidiar no combate ao desemprego,  trabalhar os direitos civis e políticos, educar com materiais fragmentados e  fazer uma revisão de valores morais. No entanto faz-se mister potencializar a  importância moral em comportamentos para que sejam corrigidos e orientados,  tendo a liberdade assegurada, bem como os direitos humanos e a igualdade entre  os homens.

A reprodução da cultura nacional pela escola, a medida em que  há a homogeneização cultural por meio dos mercados, requer uma formação mais  ampla e mais dogmática dos professores, orientações curriculares mais atentas à  natureza mutável da sociedade, relações mais fluidas e úteis entre as  autoridades públicas e as minorias, a fim de que haja o respeito à cultura do outro  e a autonomia cultural.

Leituras de relações de poder implícitos devem ser entendidos  em âmbito mais extenso para a liberdade individual e para o entendimento dos  efeitos em outras culturas, não reproduzindo os conceitos que uniformizam e  promovem a assimilação. O capital cultural que circula na escola pertence aos  grupos dominantes da sociedade e podem estar a serviço dos poderes políticos  para formar uma cultura homogênea e leal.

Seria ingênuo perceber a escola como “antídoto” contra a  tirania e uma melhor forma de trabalhar a participação na vida em comunidade,  pois os propósitos do poder político podem ser inversos à realização das ações,  dessa forma, podem ser marginalizadas as minorias no processo de construção  nacional excluindo cidadãos.

O sistema educacional, as instituições escolares, os corpos  docentes e os planos e métodos de ensino e de aprendizagem podem ter sido  concebidos em função do trabalho de nacionalização (Fernández Enguita, 2004, p.46),  tendo em vista que a cultura elitista é “dada” às massas em uma doutrinação  forçada em nome de uma legitimação da razão, da cultura e da história, por meio  de disciplinas que não contextualizam e estão eivadas de intenção.

No panorama educacional, o Estado-nação implusiona a escola  em benefício próprio, tem a instrumentalização a serviço de uma cultura e de  uma identidade nacional (Fernández Enguita, 2004, p.46) tratando a relação  entre indivíduo e poder político de forma a generalizar a cidadania.

 
   

Texto escrito em agosto de 2004. 

Uma educação espontânea ou uma educação escolar?

A cultura permite ao homem acumular  experiências por meio de teorias sobre o funcionamento da realidade e dos objetos. Desse modo, consegue manter vivas as próximas gerações . No entanto a divisão dos grupos  detentores da cultura diverge a respeito de conceitos que são multiplicados  para a posteridade.
O homem começa a cultivar valores  culturais alheios. Cada ser começa a ter uma compreensão do mundo de maneira  diferente e a reproduz como sendo a única. A desigualdade pode ser vista sob a  ótica de quem se vê com mais conhecimento e começam a aparecer alguns ditos  privilegiados culturalmente.
Surge um processo de especialização na  criação e apropriação da cultura que se mostra muito desenvolvida na divisão do  trabalho e tem efeitos colaterais futuros entre os grupos sociais que tendem a  se diferenciar.
A passagem da cultura ou do conhecimento  para os descendentes é de modo elitista se a opção for pela educação formal,  entretanto pode ser uma das maneiras de se atingir a especialização e tentar  reverter o processo da segregação.
Na opção espontaneidade da educação ou  educação informal poderá haver a produção de conhecimento significativo, porém  pode não ser considerada particularização, dessa forma, na divisão do trabalho,  os indivíduos que não se apropriam de valores culturais de outrem podem estar  em uma maioria tida como não pensante.
A verdade está onde cada ser consegue  impor a ação por meio do trabalho e fazer uma relação com o mundo por meio de  uma tarefa que o conduza a hominização.

 
   

Texto escrito em maio de 2004. 

A mistura e os ingredientes

Salada. O  vocábulo solto é remissivo a questões, muitas vezes, pejorativas. Muitos quando  têm problemas apropriam-se do termo para qualificar algum embaraço ou dificuldade.  Não é uma palavra muito usual na academia, a menos que seja em textos  referentes a alimentos.

A análise do termo sem complementos, no  sentido conotativo, carrega questões culturais. Tal qual no sentido denotativo,  uma mistura de ingredientes que são trazidos por vários povos... Cultural...

Os ingredientes frutas picadas, além de  saborosos “trazem” raízes de pessoas que para alguns cantos viajam e deixam a  contribuição. Pouco se pensa em contribuições em épocas antigas.

O pensamento é direcionado para a  conservação e meio de sobrevivência, perpetuar apenas a família, sem pensar em  criar, somente aproveitar. O que vai à mistura é o que se tem por perto.

A receita é para matar a fome e dar de  comer, a fim de que mais um dia seja possível escapar da morte. Pode ser  natural se não for cultural essa luta pela sobrevivência, que nos dias de hoje  tem outro aspecto como uma salada de frutas do Oriente.

Laranjas doces como a morada do planeta,  tâmaras, damascos e pistaches que mudam o sabor do tradicional e incluem uma  pitada de luta por recursos esgotáveis, adoçadas pelo mel natural da imprensa e  pela flor de laranjeira da beleza que se pretende mostrar. Para decorar, a  hortelã que apresenta a cor do que queremos preservar em lugares que muita  terra tem para andar.

Em lados opostos da mesma laranja, a infância  tem salada de fruta para experimentar, muitas descobertas para a Educação  Infantil. Podendo ser no ensino de uma língua estrangeira ou de uma língua  materna, matemática, artes e ecologia. Uma verdadeira salada de frutas  culturalmente analisando. Oralidade e escrita, observação e relatório. Língua  falada e língua escrita, o que se escreve nem sempre fala e vice-versa também.

Usando uma outra fruta. O ingrediente  sempre presente é a banana, quando estão completamente amarelas são ideais para  comer em saladas de frutas. É a cultura do não desperdício que a criança pode  ver repetir mais de cem anos após a vinda de imigrantes que lá procuram o  alimento em terra escassa. Dessa forma, vale “fazer a América”!

Fazer o país com abacaxis, morangos,  bananas, maçãs e uvas verdes com calda de suco de laranja, iogurte e mel.  Carboidratos, proteínas e lipídios para sustentar a cultura da nossa Pátria e  acrescentar kiwis, mangas, uvas rubis com calda de laranja pêra.

Então, é possível picar a herança para  aproveitá-la e juntar com os diferentes para somar. Embeber com sucos que  envolvam culturas no recipiente para unir séculos de miscigenação e rejeição em  uma sugestão de construir conhecimento e, agora, criar vínculos e conservar  misturas. Enfim, contribuir para o estudo de fatores tácitos que merecem ser re-visitados...  E fazer a grande salada de frutas...

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IV Encontro de Pesquisadores

Estes trabalhos foram apresentados no IV Encontro de Pesquisadores, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo na categoria Pôster.


IV Encontro de Pesquisadores

Formações de Redes e Comunidades: Uma realidade para a Gestão do Conhecimento

O resultado da inovação humana pode ser a comunicação, haja vista que desde a prensa de Gutenberg o homem não parou de reinventar-se e arquitetar as formas de sociedade, um comunicando com muitos e muitos participando com bastante. Os estudos e as pesquisas a respeito da “grande teia” são muitos, tendo em vista que afeta a interação do humano e promove o aparecimento de comunidades e como conseqüência novos vínculos de “network” e novos negócios, pois o homem é um ser político e econômico.

 As tecnologias facilitam as trocas de informações, entretanto quem produz informação é o homem no contexto, dessa forma, pode transitar por comunidades e colaborar de forma síncrona, assíncrona e multissíncrona, as “ferramentas” de colaboração facilitam o trabalho com projetos e as interações para a resolução de problemas ou aprendizagens. Organizações denominadas virtuais trabalham com pessoas, embora a presença física seja pouco enfatizada, há coordenação de colaboradores que existem em espaços potenciais que geograficamente podem estar distantes.

 Novos modelos de parcerias surgem em épocas de trabalhos integrados por recursos tecnológicos, assim como, novos modos de compartilhamento de dados, informações e conhecimentos em tempo real. Desenvolvimento de produtos e escritas acadêmicas em um tempo único para todos os colaboradores permite atividades feitas em configurações mais rápidas e efetivas.

 Um dos fatores que auxiliam a formação de redes é o desenvolvimento das Tecnologias de Informação, dessa forma, aumenta a colaboração que pode estar em uma igual corporação, em departamentos diferentes de uma mesma universidade ou faculdade ou em uma mesma escola. Entretanto as estruturas não necessitam ser a mesma, a colaboração podem ser entre parceiros diretos e indiretos que não ocupam cargos na mesma organização.

 O encontro promovido por meio da tecnologia gera um conhecimento que precisa ser gerido e terá mais oportunidades aqueles que souberem fazer a Gestão do Conhecimento em composições facilitadoras de trabalho em redes, que têm protótipos de interações sociais modificados por caracterizações personificadas que exigem acessos ou moderações como forma de poder da informação.

 Inicialmente o modelo de redes era utilizado para partilhas de informações, porém com a descoberta de que dados, informações e conhecimento eram ativos que determinavam economicamente a “vida” de uma organização, os colaboradores adotaram padrões para trocas de experiências com vistas para obtenção de benefícios.